- Nada.
- Tem muita coisa nesse nada.
- Prefiro guardar.
- Seus sentimentos?
- Tudo.
- Tudo? Pensei que não houvesse nada.
- Tem muita coisa nesse nada.
— (via desgovernado)
— Caio Fernando Abreu (via frasesatormentadas)
Parto de novo
E com persistência arrasto esse corpo
Fraco, oco e que (sabe-se lá como) ainda se move
Carregando sobre si o manto de tristeza que o cobre.
Sem olhar para trás escondo sob a névoa o rosto
Que tudo me tirou e me atirou ao bel prazer da sorte.
Vou-me sem saber pra onde; já não temo a morte,
Saber morrer é Arte que a vida ensina à poucos.
Deixo-te, assim, à contra-gosto
E a sua voz torna-se mais uma entre tantas vozes.
Hoje sou mais uma pedra nesse chão de agosto:
Teu falso amor não me comove.
— Lilian Alves (via iniludivel)
Depois de levar tantos tapas na cara, depois de ser pisoteada pelas circustâncias e ser motivo de riso do acaso, a gente aprende. Aprende a se levantar sozinha. Aprende a não se doar e não fazer de si mesmo um livro aberto. Depois de olhar pro lado e não ver ninguém, nós entendemos que não precisamos de um ombro pra chorar. Não precisamos de um colo, nem de um abraço, nem de compaixão. Não precisamos de nada vindo de ninguém.